O benefício saúde representa cerca de 12% da folha de pagamento atualmente e chegará a custar até 20% em 2020.

O benefício saúde representa cerca de 12% da folha de pagamento atualmente e chegará a custar até 20% em 2020. O dado é alarmante e impacta diretamente nos custos das empresas, interferindo muitas vezes em processos de contratação e demissão.

Até por conta desse cenário, não somente a área de RH hoje observa os custos e a eficiência do benefício saúde. Outras áreas estão envolvidas, como Controladoria e Compras. Matrizes internacionais começam a se incomodar com essa questão em relação a suas subsidiárias brasileiras. Isso porque no Brasil esse custo tem diferenças importantes, ele é duplo: as empresas brasileiras pagam o SUS e a saúde suplementar. Isso causa muito estresse com as multinacionais. Mas, como o valor do benefício saúde passa a ser cada vez maior e é também uma reivindicação trabalhista, ele assume um patamar de questão política, a briga é muita grande. Por isso existe uma busca e uma preocupação cada vez maiores pela eficiência na gestão desse benefício.

Quando você trata hoje do controle de custo de saúde suplementar no Brasil, o fator importante é a empresa contratadora se tornar protagonista desse processo – e isso passa certamente pelo conhecimento da eficiência da rede médica, ou seja, o canal de suprimentos desses serviços. A logística da informação médica passa a ser a ferramenta mais óbvia para que a empresa controle essa rede. E isso tem de ter um protagonismo da empresa contratadora, não pode ser feito pela Operadora de saúde, por uma questão de conflito de interesses. A eficiência dessa rede faz com que você possa traçar uma política e corrigir desvios. Nesse mercado você tem aproximadamente 50% de mal uso, abuso, fraude e redundância.

No Brasil, o modelo de economia de saúde gera muita desconfiança, é um sistema assimétrico, quer dizer, cada um dos parceiros desse enorme sistema de saúde suplementar ‘puxa a brasa para a sua própria sardinha’, um modelo que gera muita dúvida, porque é um modelo de conta aberta. Se eu sou dono de hospital, por exemplo, eu quero produzir, quero ter leitos ocupados, fazer muitas cirurgias. Da mesma maneira, se eu sou dono de laboratório, eu quero fazer mais exames. E a empresa cliente não tem muita noção disso. Por uma série de fatores, se torna cada vez mais necessário um planejamento logístico. A empresa contratadora tem de conhecer bem esse canal de suprimentos, ver de perto, para direcionar, orientar, reconhecer desvios, caso contrário o plano de saúde se tornará cada vez mais proibitivo. Tá explicado por que a logística é básica e fundamental!

Mas vale um lembrete: a atenção da empresa não deve ficar centrada apenas nos custos médicos, ela deve estar relacionada com toda a cadeia de suprimentos. É preciso entenderse há qualidade e efetividade naquele fornecimento. Se aquele profissional médico tem alto índice de resolução. O que hoje acontece no mercado é que continuam se repetindo velhos clichês. Para quase metade dos exames realizados, por exemplo, ninguém vai buscar o resultado – uma informação importante que pode ser otimizada em formas de tratamento precoce e de prevenção. A questão de órteses e próteses é famosa e já ganhou a mídia. A solução sempre será buscar o protagonismo da empresa contratadora, para que se conheça cada detalhe do processo que está acontecendo, e daí sim consiga reduzir custos, fazendo uma relação direta, quebrando o consumismo e transformando em processo de consumerismo. Ou seja, um uso com inteligência.

Por isso, estudos logísticos da saúde, promoção e gerência eficaz do custo médico são itens primordiais para as empresas que querem manter a sua saúde financeira fora da UTI.

 

Fonte: Revista Apólice - http://www.revistaapolice.com.br

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